Edição nº 06 - 15/10/2007
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As Mudanças no Processo de Ensino Aprendizagem Diante das Novas Tecnologias

CARLOS ALBERTO DE SOUZA CABELLO

Resumo: Este artigo  demonstra que o conhecimento está em todos nós e em todos os lugares, atitudes, experiências, reflexões e comportamentos dos mais diversos. Enfatiza a relação de ensino aprendizagem focando a necessidade de comunicação e respeito mútuo entre educadores e educandos  em suas experiências mesmo fora da escola, sintetiza a necessidade de valorizar a “visão de mundo”, discutida e contextualizada pelo nosso saudoso educador Paulo Freire. Comenta também sobre as novas tecnologias  no processo de obter conhecimentos, de tratar e acima de tudo de compartilhar novos saberes. Neste trabalho também é abordado a relação e formas de ensinar com base essencialmente na didática e o papel de referencia  do educador na vida pós escola do educando.       

Palavras-chave: Informação, aprendizagem, processo, conhecimento, cultura, didática, experiência, educação, contextualizar, tecnologia, ensinar.

Em tudo, de qualquer situação, leitura ou pessoa podemos extrair alguma informação ou experiência que nos pode ajudar a ampliar o nosso conhecimento, para confirmar o que já sabemos, para rejeitar determinadas visões de mundo, para incorporar novos pontos de vista. Um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial. Estamos aprendendo melhor quando vivenciamos, experimentamos, sentimos. Estamos aprendendo quando relacionamos, estabelecemos vínculos, laços entre o que estava solto, caótico, disperso, integrando-o em um novo contexto, dando-lhe significado, encontrando um novo sentido. Estamos aprendendo quando descobrimos novas dimensões de significação que antes se nos escapavam, Quando vamos ampliando o círculo de compreensão do que nos rodeia.  Estamos aprendendo mais quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a experiência e o conceito,  entre a teoria e a prática; quando ambas se alimentam mutuamente. Estamos aprendendo quando equilibramos e integramos o sensorial, o racional, o emocional, o ético, o pessoal e o social. Estamos aprendendo pelo pensamento divergente, através da tensão, da busca e pela convergência – pela organização, integração. Estamos aprendendo pela concentração em temas ou objetivos definidos ou pela atenção difusa, quando estamos de antenas ligadas, atentos ao que acontece ao nosso lado. Estamos aprendendo quando perguntamos, questionamos, quando estamos atentos, de antenas ligadas. Estamos aprendendo quando interagimos com os outros e o mundo e depois, quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo nossa própria síntese, nosso reencontro do mundo exterior com a nossa reelaboração pessoal. Estamos aprendendo pelo interesse, necessidade. Estamos aprendendo mais facilmente Quando percebemos o objetivo, a utilidade de algo, quando nos traz vantagens perceptíveis. Se precisamos comunicar-nos em inglês pela Internet ou viajar para fora do país, o desejo de aprender inglês aumenta e facilita a aprendizagem dessa língua. Estamos aprendendo pela criação de hábitos, pela automatização de processos, pela repetição. Ensinar se torna mais duradouro, se conseguimos que os outros repitam processos desejados. Estamos aprendendo pela credibilidade que alguém nos merece. A mesma mensagem dita por uma pessoa ou por outra pode ter pesos bem diferentes, dependendo de quem fala e de como o faz. Estamos aprendendo também pelo estímulo, motivação de alguém que nos mostra que vale a pena investir num determinado programa, curso. Um professor que transmite credibilidade facilita a comunicação com os alunos e a disposição para aprender. Estamos aprendendo pelo prazer, porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de uma pessoa. O jogo, o ambiente agradável, o estímulo positivo podem facilitar a aprendizagem.                        

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