Edição nº 05 - 17/09/2007
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            Vemos nos Referenciais de Qualidade que as palavras "ensino", "educação" e "aprendizagem" são usadas num mesmo sentido.
            Propomos, desta forma, uma reanálise quanto a esses aspectos que não são meramente formais, mas representam a essência de um novo tempo.
            Vê-se também ainda sendo usado no "paper" a palavra "treinamento" que, s.m.j.,  lembra os tristes anos de autoritarismo vivido no Brasil.
            Ter um documento ousado é essencial e extirpar nomenclaturas já superadas representa um bom senso.
            Um outro aspecto que seria de bom alvitre ouvir especialistas prende-se à menção a "portadores de necessidades especiais".  Há correntes que mostram, de forma convincente, sua impropriedade.   

 

4. - Reflexões quanto ao termo "Tutor"
                       
            Preferimos destacar outro item que, a princípio, poderia ter sido incluído no acima. Optamos por fazer dessa forma para permitir além do lado semântico, a revisão de posturas.
            Juridicamente "tutor" é o representante de um incapaz.
            Será que devamos considerar os aprendizes como incapazes?
            Claro que não!
            Existem inúmeros substitutos, já assimilados pelos profissionais em todo o mundo.
            Sabemos que esse aspecto é um ponto de muita resistência, mas que precisa ser enfrentado.  
            Esse papel de provocação ao debate cabe aos formuladores das políticas públicas e nada mais adequado do que  colocar o assunto para reflexões.
            Vale citar o recente exemplo trazido pelo ex-Secretário de Educação a Distância e atual Secretário de Educação Superior do MEC, professor Ronaldo Mota, de propor a substituição da "pedagogia" pela "andragogia" no sistema vigente, quando se tratar de processos de aprendizagem de adultos.  

 

5. - Reanálise quanto ao detalhismo dos Referenciais
                       
            Propomos uma significativa redução no texto, eliminando o excesso de detalhismo.
            Há, especialmente na especificação de competências dos membros das equipes, muitos pontos que, entendemos, devam ser definidos pelas estruturas internas das instituições.  
            O Brasil conta com uma grande variável de dimensão das unidades de aprendizagem, com organizações de pequeno, médio e grande porte. Cada uma decide quanto aos níveis de responsabilidade e existir um modelo único, mesmo que em nível de referencial, pode trazer um nivelamento por baixo.
            Notamos que existem equipes multidisciplinares contando com novos agentes, imprescindíveis quando os modelos são de maiores dimensões.
            No tocante à infra-estrutura o mesmo princípio precisa ser adotado. Vê-se, ainda, citações a "video-cassetes" e "fax", aparelhos que já integram os acervos dos museus de tecnologia educacional.
            Os serviços "0800" são extremamente caros e em muitas universidades públicas inexiste orçamento para seu custeio e nas privadas seu custo será transferido para os demais usuários, o que é extremamente injusto.

             
                       
6. - Menção a "cursos a distância"

            O desenvolvimento dos sistemas mostra que não há mais limites divisórios entre o "presencial" e o "a distância". Os modelos são híbridos e caberão aos aprendizes definir quais os momentos em que estarão fisicamente presentes e os que serão virtuais.
            Há, na verdade, instituições, cursos e alunos.  
            Entendemos que diferenciar "cursos a distância" e "cursos presenciais" representa um retrocesso.
            A qualidade deva ser buscada pela instituição como um todo e avaliada pelo Poder Público, mantendo em funcionamento as que tenham condições de oferecer serviços de bom padrão.
            A prática vem mostrando que as boas universidades, centros universitários, faculdades e instituições especializadas têm êxito nos programas presenciais e nos a distância. As com baixo rendimento mostram esse reflexo em ambas modalidades.

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