14. – Utilização dos recursos do FUST
O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações foi criado em decorrência da privatização dos serviços. A Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, abriu esperanças para que muitas ações fossem concretizadas com vistas a reduzir o abismo tecnológico que separa nações industrializadas e países em desenvolvimento.
O FUST é arrecadado por meio das contas de telefonia, dentre outras formas.
Ao longo desses últimos anos arrecadou mais de R$ 4.000.000.000,00 que atualmente encontram-se contingenciados, ajudando ao Brasil demonstrar a existência de um substancial superávit primário.
Esses bilhões não são liberados e o país conta com uma triste realidade, especialmente no campo da inclusão digital nas escolas públicas.
Recentes dados mostravam que há um computador para cada 170 alunos na rede estatal.
Falta vontade política para que os recursos sejam utilizados nos fins previstos na legislação.
Por tanto, é preciso que o governo federal perceba a importância do EAD para a democratização da cultura e, também que os estudantes estão cada vez mais propensos ao estudo virtual. Esse processo não é fácil. O Brasil possui grandes desigualdades econômicas e de inclusão digital. Por isso, o MEC deve trabalhar com uma postura de fomentador, que viabilize a implantação do EAD, não só credenciando, mas também oferecendo tecnologia necessária em cada canto do país.
Facilitar o credenciamento é aumentar o número de estudantes e diminuir a evasão escolar. Por isso, batalhamos para divulgar o EAD. Cada profissional envolvido deve estar qualificado, as instituições precisam oferecer uma estrutura adequada, munidas de novas informações e tecnologias. Não basta apenas oferecer a metodologia virtual, é preciso que haja competência no credenciamento, amplo conhecimento sobre EAD, novas metodologias, novas tecnologias e estar atento às oportunidades.
Oferecer a mesma universidade para quem mora em grandes centros urbanos como Rio, São Paulo e Minas, quanto para quem vive afastado das grandes metrópoles, em suma, um investimento em educação que precisa ser desenvolvido para equilibrar as desigualdades sociais tão nítidas no país.
Eduardo Desiderati Alves
Diretor do Grupo BESF – Brasil Educação Sem Fronteiras
Assessoria Educacional Superior
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