Educação a distância: uma necessidade social
Eduardo Desiderati Alves
Desenvolver o ensino a distância é democratizar o conhecimento e dar oportunidades iguais a pessoas com realidades distintas. No Brasil existem 2.444 Instituições de Ensino Superior sendo 105 federais, 91 estaduais, 63 municipais e 2.185 particulares. No entanto, apenas 158 estão credenciadas pelo Ministério da Educação para a oferta de cursos a distância.
Utilizar novas tecnologias é facilitar o ingresso de milhares de estudantes brasileiros ao ensino superior. Sabe-se das dificuldades em criar novas instituições de ensino, principalmente públicas, o que limita o acesso de jovens do interior do país e de regiões mais carentes às universidades.
Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br, mostrou que dentre as 32.1 milhões de pessoas que, em 2005, acessaram a Internet, 13.9 milhões eram estudantes. A pesquisa aponta que o nível de instrução dos usuários da Internet era maior dos que não a utilizavam: Uma média de 10.7 anos contra 5.6 anos de estudo. Entre os alunos que estavam conectados a Web, a imensa maioria, 90.2% utilizaram a rede mundial de computadores para educação e aprendizado.
A pesquisa demonstra a excelente adaptação do estudante a educomunicação e acusa uma disparidade de instrução entre os que se beneficiam da Internet para aprender e os que não têm acesso a Rede. A educação a distância surge como alternativa aos meios convencionais de ensino e mais uma oportunidade para jovens de baixo poder aquisitivo adquirirem um diploma de nível superior.
A procura pelo ensino virtual cresce a passos largos. Até o ano 2000, tínhamos apenas oito instituições credenciadas pelo Ministério da Educação. Porém, para oferecermos ensino de qualidade e ampliarmos as fronteiras do conhecimento é preciso que a educação a distância seja aplicada em 100% das IES.
Esses entraves foram analisados em Estudo Técnico realizado pelo Grupo BESF – Brasil Educação Sem Fronteiras, em parceria com o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação – IPAE, que vêm acompanhando os avanços e retrocessos que acontecem na educação a distância brasileira. Trata-se ainda de uma versão preliminar, mas que permite reflexões sobre a urgente necessidade de mudanças de conceitos e práticas por parte dos órgãos do Governo Federal. Os fatos mais relevantes e os caminhos apontados são os seguintes:
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